Rayma Lima


 


 

Passou o Natal. Foi um feliz natal para muitos.

De uma maneira geral feliz, pois os pobres,
oprimidos e sem teto,

Com certeza ganharam muitos presentes,
alguns estragados

Como também saciaram sua fome.

 

Passou o Ano Novo. Boas festas, abraços, desejos de paz

E esses mesmos discriminados receberam sorrisos, abraços,

E novamente foram dormir em lugares indefinidos,

Amanheceu e agora começa nova luta pela sobrevivência...

 

Deus meu, todos os anos sempre a mesma coisa,

Uns com excesso, outros escassez. Será um carma?

Há uma certa ansiedade em nosso coração;
poderia ser diferente;

E, no entanto tudo gera sofrimento.

 

Ainda somos pequenos, diante os problemas da humanidade.

Não somos capazes, e nem poderíamos mudar
a maneira de ser nas festas de fim de ano.

Como entender esta discrepância absurda, ano a ano

Que existe entre nós, os humanos?

 

Se formos feitos a SUA imagem e semelhança,

Os direitos deveriam ser iguais

Quanta humilhação para quem vive mendigando
a sobrevivência,

Quantos são os maltrapilhos, descalços e sem teto?

 

Deve existir um porquê, Deus meu,

Essas pessoas ao revoltarem, passam a freqüentar bares

Entregam-se a bebida, ao jogo, querem ganhar e

Muitas vezes acabam perdendo a vida.

 

Dizem que cada um tem o seu destino,

Será que essas pessoas fizeram tanto mal
aos outros no passados,

E agora sem saber porque está ajustando as contas

Com alguém ou alguma coisa?

Por que tanto sofrimento assim?

 

 

18.02.05
 


 

Clique na figura e
envie sua mensagem


 

Home

Voltar

Menu

E-mail

Criado em 10/02/2005